Tempo em Algueirão Mem Martins

quarta-feira, 18 de março de 2015

[Jornal de Noticias] SMAS de Sintra alertam para falsos técnicos que querem fazer análises à água

http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Sintra&Option=Interior&content_id=4460206
Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra alertaram, esta quarta-feira, para falsos técnicos que pretendem realizar análises à água e avisaram que não fazem cobranças na residência dos consumidores.

O alerta surge após "algumas dezenas" de contactos de consumidores informando que pessoas, fazendo-se passar por técnicos dos serviços, pretendiam efetuar análises nas habitações, explicou à agência Lusa Guadalupe Gonçalves, diretora-delegada dos SMAS de Sintra.


Segundo salientaram os SMAS, em comunicado, os seus trabalhadores "estão devidamente identificados sempre que se deslocam para efetuar qualquer tipo de trabalho" e "não efetuam qualquer tipo de cobrança nas habitações dos clientes".


A dirigente dos SMAS esclareceu que a situação "começou em janeiro em Queluz e chegou a outros pontos do concelho, principalmente em zonas urbanas como Cacém e Algueirão-Mem Martins".


Os SMAS desconhecem o objetivo da utilização fraudulenta da identidade dos técnicos, mas Guadalupe Gonçalves recordou que, há anos atrás, uma situação semelhante destinava-se "à venda de filtros para água".


Os consumidores não relataram a tentativa de cobrança de verbas pelas análises, no entanto, como "medida preventiva", os SMAS avisaram que todos os trabalhos são pagos nos seus balcões de atendimento em Sintra, Cacém e Queluz, por multibanco e débito direto, nos postos dos CTT e agentes Payshop.

No caso de terem dúvidas acerca da identidade de um funcionário, os consumidores são aconselhados, antes de abrir a porta, a contactar os SMAS de Sintra, pelo número 219119000.

domingo, 15 de março de 2015

* OpiniãoAMM: Engrenagens Culturais

Texto Tiago Pereira
(Encenador Lordes do Caos)



Pediram-me para escrever sobre Mem Martins. Sendo eu uma pessoa virada para a cultura, decidi que a melhor forma de tentar abordar este texto, seria sobre a cultura nesta nossa bela freguesia. 

Mem Martins é considerada a freguesia mais populosa de Portugal e tal facto faz-me pensar no potencial desta zona. Sendo que temos uma comunidade bastante alargada, porque razão não desenvolvemos mais as produções da região por meios próprios? A verdade pode estar refletida naquilo a que chamamos “dormitórios”.

Em tempos, Mem Martins, foi também para mim um simples dormitório. Acabei o ensino secundário, arranjei um trabalho em Lisboa e fui para a faculdade em Pós-Laboral. Vinha a casa dormir e tomar banho. A ambição de fazer vida na metrópole era sinónimo de procurar o sucesso. Pensava nisto constantemente sem sequer ponderar a hipótese de poder fazer algo no seio da comunidade, que fizesse com que Mem Martins fosse mais do que um simples dormitório.

Para os que nunca ouviram falar de mim, apresento-me: Chamo-me Tiago Pereira, tenho 24 anos e sou atualmente o encenador responsável do grupo de teatro da Escola Secundária de Mem Martins, Lordes do Caos. Como membro integrante da cultura de Mem Martins, sinto que há um espaço por preencher nas referências culturais da região. Sei que não sou o único, sei que não sou o único a tentar fazer aquilo que gostar onde gosta, Mem Martins. Nesse sentido, desenvolvo, em conjunto com outros jovens, artistas, habitantes de Mem Martins e com o apoio de uma associação juvenil, um projeto que pretende criar uma referência na cultura em Mem Martins.
Como poderá Mem Martins evoluir na sua cultura se não for com a força oleada das suas próprias engrenagens movidas pelo combustível da vontade e amor? Vamos deixar de andar apenas a dormir em Mem Martins, vamos usufruir de Mem Martins. 

quarta-feira, 11 de março de 2015

TDMAM - Palestra e Debate 'Culturas Nacionais'

Sábado, 14 de Março de 2015

ASSOCIAÇÃO DE MORADORES VAI REALIZAR PALESTRA " CULTURAS NACIONAIS ": PRÓXIMO SÁBADO NA CASA DA JUVENTUDE
Este mês de Março revela-se muito preenchido com ações semanais promovidas pela Associação de Moradores.

A próxima iniciativa será a palestra " CULTURAS NACIONAIS " , da autoria de Eduardo Batista,seguida de debate entre a assistência, no próximo sábado dia 14 de Março às 14.30 horas na Casa da Juventude, na Tapada das Mercês.

A iniciativa que inclui ainda a presença de três atuações musicais, tem como objetivo a promoção da Cidadania e a Sociedade Civil, proporcionando uma discussão aberta sobre as caraterísticas e diferenças culturais dos vários países.

A entrada é livre


domingo, 8 de março de 2015

segunda-feira, 2 de março de 2015

[Saloia TV] CTT no Floresta Center

Abriu hoje, dia 2 de Março de 2015 o novo posto dos CTT na loja RIMA no Floresta Center. Agora as pessoas que moram na Tapada da Mercês já têm os CTT ao pé de casa.

O Crime do Casal de Vale de Milho no Algueirão

Foi há 210 anos... 
Casal do Vale de Milho - Algueirão
Documentos avulso relatam-nos episódios, de maior ou menor importância histórica passados na freguesia.
É o caso de uma nota referente à hecatombe acontecida na noite de 2 de Março de 1805, no Casal de Vale de Milho, não longe do Algueirão. 


Foram mortas cinco pessoas
, conforme o afirma a lápide que relembra o crime, com as suas cinco cruzes esculpidas no Altar.
lápide desaparecida

O escândalo provocado pelo crime, levou Pina Manique, por ordem do Príncipe Regente D.João, futuro D.João VI, a atribuir uma avultada recompensa a quem denunciasse os criminosos. Mas ninguém mereceu o prémio. Os mortos jazem na Igreja de São Pedro de Penaferrim.

Dom João VI e Dona Carlota
Embora a causa do crime se mantenha ignorada, reza a tradição que os assassinatos se deveram ao desejo de esconder os amores pecaminosos de D. Carlota Joaquina, mulher do príncipe D.João.

Sousa Viterbo afirma até que os criminosos haviam partido de Mem Martins, do vizinho Casal de Ouressa, e acrescenta terem sido estes os últimos condenados a serem expostos no Pelourinho de Sintra.

Texto do livro "Descobrir Algueirão-Mem Martins", de Dulce Pinto

domingo, 1 de março de 2015

* OpiniãoAMM: Porque não penso sair de Mem-Martins

Texto Fernando Lebre
(Jornalista e autor literário)



Nunca ponderei em sair de Algueirão-Mem-Martins. Em jeito de gracejo, os meus amigos que em Mem-Martins não habitam, troçam comigo pelo meu bairrismo exacerbado.
Provavelmente sê-lo-á, não sei, mas sinto que é esta a terra a que pertenço e que, de algum modo, também um pouco dela me pertence. Embora a vida profissional não me permita fazê-lo tão amiúde como gostaria, regularmente não digo não a um passeio pela terra onde habito desde que me conheço como gente. Gosto da sensação única de cumprimentar com um olhar cúmplice pessoas cujo rosto conheço de toda a vida, mas que nunca me foram formalmente apresentadas. Desfruto da sensação de passear pelas ruas onde dei os primeiros passos nos tempos de meninice e de me aperceber das coisas que mudaram ou simplesmente daquelas que, por uma razão ou outra, teimam em não mudar.

Aprecio o característico cheiro a “comboio” que provém da velhinha estação de caminho-de-ferro ou o inigualável aroma de pão acabado de fazer que emana da decana padaria Primavera. O jornal parece ter mais cor quando comprado na papelaria Afonso V, onde durante anos a fio aguardei ansioso pela chegada dos novos manuais escolares. Sempre que a carteira o permite, registo os meus boletins nos jogos da sorte e azar no café do Zé do Nicho, outro dos locais emblemáticos que fazem parte do meu imaginário e onde há décadas a minha há muito falecida avó me ensinou a registar a primeira aposta nos embrionários meses de vida do então imberbe totoloto. Uma época, agora longínqua, em que se aguardava colado ao ecrã e em tom esperançoso o veredicto soberano de uma tômbola que então me parecia ter tanto de injusta como de mágica.

Religiosamente, continuo a orgulhar-me de nunca faltar às festas da Nossa Sra da Natividade. Não o faço por especiais razões de fé, embora não seja desprovido da mesma. Faço-o pela oportunidade de celebrar a nossa vila, vivenciando de perto um dos expoentes máximos da vida em comunidade da mesma, e também, confesso, porque durante o ano nenhuma outra fartura ou algodão doce me adocica tanto o palato como as que ali compro. Sempre apreciei e continuo a apreciar os salutares momentos de introspecção que continuo a ter no parque infantil da minha rua, local responsável por tantos momentos de lazer e simultaneamente de justificados raspanetes da minha mãe.

Se os episódios memoráveis aí vividos ficaram algures perdidos no tempo, os amigos que aí fiz, esses, felizmente ficaram para a vida. Por vezes gente de fora, pertinentemente, questiona-me se em Algueirão-Mem-Martins não me incomodam questões como a insegurança crescente, o estacionamento cada vez mais escasso ou os centros comerciais que pululam como cogumelos e asfixiam o comércio local.

Todos eles são temas que gostaria de ver resolvidos a breve trecho. Mas essas imperfeições, comuns a tantos outros grandes centros urbanos, não me fazem perder o amor por Mem-Martins, essa bonita vila com quotidiano de cidade, mas que não perde o melhor espírito que pode existir nos velhos hábitos de aldeia.