31/07/2016

A Quatro a Quatro Quartos regressa aos palcos aos palcos com uma adaptação de Woody Allen

Quatro Quartos estreou a sua nova peça Baixa-Chiado, uma adaptação de Central Park West, de Woody Allen. O Espalha-Factos foi assistir ao espetáculo e ainda conversou com o jovem grupo de atores da Escola Secundária de Mem Martins.
A Quatro Quartos é um grupo que pretende vir a tornar-se uma Associação Cultural, não só incidindo no teatro mas também em outras formas de arte. “A nossa base de criação inicial é ainda o teatro, base de formação dos fundadores, mas pretendemos alastrar as nossas criações para cinema, música, BD e causas sociais ligando a arte e os jovens de risco na região de Sintra. Para já, os primeiros passos são dados no teatro”, diz Tiago Pereira, um dos fundadores da Quatro Quartos, ator e encenador da peça Baixa-Chiado.
A peça é já o quinto espetáculo produzido pelo grupo, embora apenas o segundo oficial da Quatro Quartos (sendo que os anteriores surgiram de colaborações). Baixa-Chiado foi, ainda, um passo numa nova direção, na medida em que incluiu não só os atores já pertencentes à Associação, mas convidou ainda duas atrizes, Ana Colher e Raquel Lopes, de um outro grupo de teatro.
“Fui convidada pela Quatro Quartos no fim de um espetáculo do meu antigo grupo (o grupo Reticências, da Escola Secundária Leal da Câmara). O Tiago e o Bruno [fundadores da Quatro Quartos] fizeram-nos o convite, a mim e à Raquel, e nós aceitámos um pouco às cegas, sem sabermos bem para o que íamos”, explica Ana, a Julieta de Baixa-Chiado“Gostei de ver o meu trabalho reconhecido por outras pessoas que já tinham experiência na área. Tem sido uma experiência boa e interessante. A forma como o grupo de organiza é muito diferente daquilo a que eu estava habituada”, acrescenta Raquel, que, no palco, dá voz a Filipa.
A pequena sala enche-se rapidamente de pessoas curiosas que se sentam nas almofadas dispostas no chão. É noite de casa cheia e a equipa de produção acaba por ter de colocar cadeiras para que todos os espectadores fiquem sentados. O palco está escuro e distingue-se apenas o contorno de um sofá. Uma atriz entra em palco, senta-se, as luzes acendem-se e o espetáculo começa.
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Foto: Gonçalo Sousa

Amor e traição

Tudo o que se segue é um reboliço de emoções e de reviravoltas, de surpresas e de escândalos. O público ri-se com as tiradas irónicas e os dramas que se desenrolam um atrás do outro na sala de estar de Filipa, uma psicanalista sarcástica e com um carinho especial pelo álcool. À medida que a sua sala se vai enchendo de pessoas que rapidamente passam de amigas a inimigas, o público fica mais preso no enredo que se adensa à sua frente. É uma história de amor e traição, com um duplo sublinhado na traição. O elenco, embora pequeno, enche as medidas: cinco personagens, cada uma com o seu distúrbio e dose de loucura.
O fim, tão surpreendente e catastroficamente hilariante como toda a peça, deixa os espectadores a aplaudir de pé. “Baixa-Chiado é uma peça caracterizada por uma forte energia, quer a nível de diálogos quer a nível de movimentação”, descreve Madalena Pronto, uma das atrizes da peça, que dá vida a Carolina. “A complexidade deste texto é ter de ser dito muito rápido pois grande parte dos diálogos do espetáculo são em tom de discussao”, acrescenta Bruno Santiago, que veste a pele de Ricardo na peça. Tanto na voz dos atores como na perspetiva do público, é impossível negar o quão eletrizante e arrojada é esta maravilhosa adaptação de Woody Allen.

A paixão pela criação artística

E porque um espetáculo é apenas a ponta do icebergue daquilo que levou à sua apresentação, o Espalha-Factos falou com a pequena equipa de atores que constitui a Quatro Quartos sobre todo o processo de preparação para esta peça e também as dificuldades que encontraram na organização da mesma. “Felizmente encontrámos um grupo muito bom e bem organizado e contámos também com o enorme apoio do nosso técnico Marco Lopes, pelo que a preparação e organização do espetáculo correu tão bem quanto podia correr. A parte mais complexa é mesmo a montagem e desmontagem da sala todos os fins-de-semana. Tenho sido sempre eu a gerir esta montagem e é coisa para durar cinco horas a montar e entre uma e duas a desmontar”, explica Bruno Santiago, produtor e ator de Baixa-Chiado. Tiago Pereira diz, ainda, numa nota positiva: “Temos as dificuldades que todos os grupos não profissionais e sem apoios têm, mas como somos unidos e nutrimos uma paixão enorme pela arte e pela criação, conseguimos organizar-nos para tudo corra nas melhores condições.”
A dinâmica e união do grupo de atores que forma a Quatro Quartos é transparente e percetível, caracterizada por uma força de vontade que nasce do amor pela arte. Esta motivação sente-se não só quando pisam o palco, mas também quando as cortinas baixam. “Apesar das dificuldades que por vezes surgiram relacionadas com o espaço, tempo, ideias ou materiais, conseguimos sempre superar isso e transformar um corredor de uma escola num palco digno de se ver Teatro, da melhor forma que conseguimos”, conclui Raquel Lopes.
A Quatro Quartos promete regressar em setembro com novidades, e o Espalha-Factosaconselha desde já que sigam o percurso desta ousada Associação.

27/07/2016

[CMS] Requalificação do espaço envolvente entre a ciclovia e a via ferroviária de Mem Martins

A Câmara Municipal de Sintra está a requalificar o espaço envolvente entre a Ciclovia Ouressa – Portela de Sintra e a via ferroviária, na freguesia de Algueirão – Mem Martins.
Trata-se de um terreno com cerca de 400 m de comprimento e 8 m de largura.
A área intervencionada comtemplou a limpeza do solo, a abertura de uma vala para a instalação de um sistema de rega e a aplicação de uma camada de terra vegetal com vista à plantação de 50 exemplares arbóreos e sementeira de prado florido.

Alteração no transito no Bairro de São Carlos

Alerto a nova proibição no trânsito, sendo proibido virar da 'Estrada de Mem Martins' para a 'Rua Leopoldo de Almeida' junto à bomba de gasolina no Bairro de São Carlos em Mem Martins



17/07/2016

[CMS] Requalificação da Rua Horta de Fanares em Mem Martins


A Câmara Municipal de Sintra irá iniciar no dia 18 de julho por um período de 90 dias, as obras de requalificação na Rua Horta de Fanares, em Mem-Martins, que consiste no reperfilamento do arruamento, criação de estacionamento ao lado esquerdo no sentido ascendente e beneficiação dos passeios e pavimentos.

Os Bancos de jardim no Bairro de São Carlos

No Bairro de São Carlos, junto ao escuteiros, é neste estado que se encontram os poucos bancos de jardim existentes...





12/07/2016

Festejos no 'Bela Vista' [video]

A Rotunda do Bela Vista, em Mem Martins, encheu-se de festa, para comemorar o titulo da Selecção Portuguesa de Futebol 

09/07/2016

[O Jogo] De Algueirão a Paris são 12 anos de distância


Em 2004, William e Danilo estavam em Algueirão, no concelho de Sintra, mas jogavam em clubes diferentes
Danilo e William Carvalho tinham 12 anos e estavam, em 2004, a jogar na mesma freguesia do concelho de Sintra, enquanto Renato Sanches era tão criança que ainda nem estava federado

O mote para este trabalho foi dado ontem por João Mário. Em conferência de Imprensa, o médio do Sporting lembrava-se que em 2004 estava na cidade do Porto a ver a final do Campeonato da Europa, mas não tinha a certeza onde jogava nessa época. “Competia no Sporting, se não me engano”. E não se enganou mesmo. Nessa altura estava em Alvalade, nas escolinhas. A dúvida até tem razão de ser, porque na temporada anterior jogava no mesmo escalão, mas no rival FC Porto. “Na altura eu era muito novo para pensar jogar na Seleção”, justificou o agora finalista Europeu.
O exemplo de João Mário foi um bom pretexto para procurar e analisar todos os 23 jogadores convocados por Fernando Santos. Num grupo tão diversificado, mas ao mesmo tempo constituído por vários jovens, basta ver o quadro que publicamos nesta página e salta logo à vista o caso de Renato Sanches. O menino que tantas dúvidas criou por causa da idade era tão criança que nem jogava futebol. Compreende-se. Tinha apenas seis anos e, no máximo, jogava na rua com os amigos. Os primeiros pontapés como federado foram dados apenas em 2006/07, nas escolinhas do Águias da Musgueira, onde esteve dois anos antes de se transferir para o Benfica.
Apenas quatro anos mais velho do que Renato Sanches, Raphael Guerreiro e André Gomes também têm percursos curiosos. O lateralesquerdo jogava em França, onde fez toda a carreira – assinou agora pelo Borússia Dortmund –, e em 2004 estava no Caen, depois de ter passado por clubes de menor dimensão como o Blanc-Mesnil e o Clairefontaine. Já o médio português que se transferiu do Benfica para o Valência, estava em 2004 nas escolinhas do FC Porto. Dispensado dos dragões no último ano de iniciados, mudouse para o Pasteleira e depois ainda esteve duas temporadas no Boavista.
Mais velhos e muito mais experientes, Ricardo Carvalho e Cristiano Ronaldo sabem bem o estavam a fazer no dia da final do Campeonato da Europa, pois são os únicos dos 23 jogadores convocados por Fernando Santos que estiveram na final de Lisboa, contra a Grécia, e mantiveram-se ao mais alto nível nestes últimos 12 anos. Já a vida de Pepe deu uma reviravolta enorme. O defesa-cen- tral do Real Madrid cumpria a terceira e última temporada no Marítimo, seguindo depois para o FC Porto, onde esteve três épocas. Deu depois um salto de gigante e conquistou vários troféus pelos merengues, com especial destaque para duas Ligas dos Campeões.
E se Pepe deu passos de gigante, o mesmo aconteceu com Danilo e William Carvalho. Os dois jogavam, em 2003/04, em clubes de menor dimensão, com a particularidade dos dois médios coincidirem na idade e na vila onde jogavam. Os dois estavam em Algueirão, no concelho de Sintra, mas enquanto o médio do FC Porto representava o Arsenal 72, o jogador do Sporting estava no Algueirão, passando ainda pelo Mira Sintra antes da mudança para Alvalade, em 2005/06.
Ricardo Carvalho e Ronaldo são os únicos resistentes da equipa que disputou e perdeu contra a Grécia a final do Europeu de 2004 em Lisboa

Encerramento da Agência Santander Mem Martins Chaby Pinheiro


Ontem, dia 9 de Julho, encerrou ao publico a agência bancaria do 'Santander Totta', na Av. Chaby Pinheiro, em Mem Martins



06/07/2016

33º Festival Folclore 2016 no Algueirão


[CMS] Basílio Horta visita obras na Freguesia

O presidente da Câmara Municipal de Sintra, Basílio Horta, visitou na última sexta-feira, obras a decorrer em várias freguesias de Sintra.


Na Tapada das Mercês, na freguesia de Algueirão-Mem Martins, Basílio Horta visitou as obras do plano de recuperação de infraestruturas desenvolvido pela autarquia. Assim foi construído um novo parque de estacionamento com cerca de 30 lugares na principal entrada e reabilitados diversos espaços de estacionamento ao longo da Urbanização. Encontra-se também concluída a substituição dos coletores doméstico e pluvial na Rua D. António Ferreira Gomes e respetiva pavimentação da via, bem como a reabilitação de passeios na Av. Miguel Torga. Os PI Salgueiro Maia e PI Francisco Costa foram alvo de uma relevante requalificação. Em vários pontos da Urbanização foram igualmente requalificados os passeios, pavimentos rodoviários e as caldeiras das árvores. “Investimos cerca de 320 mil euros nestas obras de requalificação desta freguesia e vamos fazer um novo reforço do investimento para obras que sirvam as famílias”, referiu Basílio Horta.

Ainda nesta freguesia, o presidente da Câmara esteve na Bacia de Retenção, no Algueirão, uma área de cerca de 16 250,00m2 reabilitada com um investimento de cerca de 36 mil euros. No arranjo paisagístico foi colocado mobiliário urbano, recuperado o passadiço, os guarda corpos em madeira e recuperados os percursos pedonais. Procedeu-se a plantações de árvores na orla exterior de modo a criar um espaço de clareira.


Fonte: CMS

04/07/2016

Mobilidade eléctrica em Algueirão Mem Martins???

Em Algueirão Mem Martins existe algum local para carregamento de carros eléctricos???

[Correio da Manhã] Um Boeing de 300 euros

Marilinda, proprietária, estava ao balcão, enquanto o marido conversava com um cliente, num local mais afastado. "aaa, irrompeu um jovem pela porta do café de Casais de Mem Martins, concelho de Sintra. Em segundos se perceberia, porém, que o tão bem educado rapaz não chegava com as melhores intenções. “Ora, então, o que vai ser?", perguntou a mulher, de 59 anos. "Todo o dinheiro da caixa", respondeu o afinal assaltante, aí já bem menos cortês. É que nem sequer um ‘se fizer o favor’   a terminar o pedido, efetuado com uma pistola apontada à cabeça da vítima. A comerciante não teve outra solução que não fosse abrir a registadora e entregar ao criminoso a quantia que ali guardava. Eram 300 euros, mais coisa, menos coisa, um valor que já deixou satisfeito o falso cliente, preparando- -se para escapar com um rasgado sorriso nos lábios. 

Adolfo, o companheiro de Marilinda, é que não esteve pelos ajustes ao aperceber-se do que se estava a passar. Qual pistola, qual quê? Pegou numa cadeira que se encontrava a jeito e acertou com perícia nas costas do assaltante. Menos sorridente e sem tempo para queixas, o jovem, embora agora meio de lado, continuou a heróica fuga pela estrada fora e mal sabendo o que ainda o esperava. Um amigo dos donos do café, que assistira a toda a cena, arrancou no seu automóvel e, azar dos azares, ‘esqueceu-se’ de travar ao aproximar-se do suspeito. Se "até as vacas podem voar", senhor primeiro-ministro António Costa, devia ter visto este ladrão a imitar um Boeing 747. O rapaz lá aterrou e também logo se levantou, revelando uma perseverança digna do melhor atleta de decatlo. Agarrado ao dinheiro e à arma e apesar dos visíveis ferimentos, conseguiu escapar, com a ajuda de um comparsa que tinha ficado à espera nas imediações. Uma cansativa corrida, uma cadeirada, um atropelamento e, muito provavelmente, vários ossos partidos depois, o homem conseguiu levar os 300 euros. O problema? As contas de subtrair. Desde logo, ter de dividir com o cúmplice que o salvou. A seguir, do que restar da pequena fortuna, gastar uma grande parte em pomadas e analgésicos, no melhor dos casos. Ou numa cirurgia para retirar a costela de um pulmão perfurado, no pior cenário. Afinal, bem vistas as coisas, o ladrão corria o risco de não ter trabalhado sequer para uma boa sandes de mortadela. Razão tem o outro: assim, mais vale pedir do que roubar. Ufa.

Piquenique familiar na Tapada das Mercês