30/11/2008

Algueirão-Mem Martins - Gentilico



Os gentílicos são uma classe de palavras que designa um indivíduo de acordo com o seu local de nascimento ou residência.




E é neste contexto que me surgiu a duvida. Qual o gentílico para as gentes de Mem Martins? e do Algueirão? Depois de pesquisar, não consegui encontrar respostas para tal pergunta. Recorri a um site, onde esclarecem de dúvidas de português, e pronto, obtive uma resposta:

Mem Martins --> Mem-Martinsense
Algueirão --> Algueiranense

29/11/2008

Estacionamento desordenado perto de Zonas Comerciais

Existem duas zonas na Vila, perto de zonas comerciais, onde o estacionamento é feito, através da "lei do mais esperto". Refiro-me ao E.leclerc no Algueirão e ao Pingo Doce de São Carlos.
Nas duas situações, considero perfeitamente inadmissível esta desordem por existir estacionamento próprio da Zona Comercial.

Pingo Doce - São Carlos, Mem Martins















Possui um estacionamento gratuito, subterrâneo, com acesso por escada e elevador, directo ao Supermercado. No entanto, na Rua Vasco Santana, principalmente ao fim-de-semana, e ao final da tarde, o estacionamento de automóveis, é totalmente desordenada, sem qualquer intervenção policial. Na vista aérea, consegue-se observar um pouco do que se passa diariamente: carros em segunda fila e carros em cima do passeio.
Obviamente que a PSP tem conhecimento da situação, pelo facto de estar permanentemente um agente, dentro das instalações do Supermercado, a efectuar serviço gratificado.
Esta situação complica-se, pelo facto de nesta zona existir uma paragem de autocarro, e que por vezes inviabiliza mesmo a circulação automóvel. Problema muito fácil de resolver, com a colocação de um sinal de "Proibido
parar e estacionar".














E.leclerc - Algueirão










Possui um estacionamento, nas traseiras com capacidade para 350 lugares, e ainda de um amplo estacionamento, mesmo à entrada do Cemitério do Algueirão. No entanto, os utentes do supermercado preferem utilizar as bermas da estrada para dificultar os acessos e tornar a situação perigosa.
Mais grave, é o facto do Supermercado contratar um agente da PSP (gratificado), para estar no local, a controlar o trânsito, mas exercendo uma pressão para não autuar veiculos estacionado indevidamente.
A s
ituação da foto abaixo é recorrente, que neste dia não foi dos mais graves, devido presença do agente da PSP, que não permitia o estacionamento mesmo em cima da curva, à saída da rotunda.
















O mais inadmissível da situação, é a pressão exercida pela administração do Supermercado nas autoridades, pelo facto de não garantir a segurança de peões e condutores, em detrimento do bom negócio do espaço comercial.
Obviamente, que a PSP, ao queres garantir uma receita extra, neste tipo de serviço gratificado, fica entre a espada e a parede, sem saber se deve fazer cumprir as regras e as leis de Portugal, ou obedecer a uma empresa privada, que lhe está a pagar um serviço.
O que é certo, é que o 1º andar do piso de estacionamento, se encontrava apenas com 50% de ocupação, ou menos, conforme pode confirmar na foto abaixo.













Mais uma vez, a situação resolvia-se com um simples sinal de "
Proibido parar e estacionar", de modo a permitir a correcta fluidez do trânsito, e garantir uma maior segurança a todos os peões e automobilistas.

Não sei qual a cumplicidade que existe entre a Câmara Municipal de Sintra e este espaço comercial, o que é um facto que se consegue observar, é que aos Senhores do E.leclerc no Algueirão, tudo é permitido, desde à abertura em péssimas condições de segurança conforme já reportei anteriormente, como ao facto de esta total anarquia a nível de estacionamento, usando ainda as autoridades, a seu belo prazer.
Relativamente a esta situação, só tenho uma palavra a dizer:
VERGONHOSO...



19/11/2008

Sismo com 6,9 na escala de Richter "marcado" para dia 21 Novembro

Um sismo de magnitude 6,9, irá devastar a Área Metropolitana de Lisboa, com epicentro na Falha no Vale Inferior do Tejo, ás 17:30, de sexta feira, dia 21 de Novembro.

O Concelho de Sintra também vai ser afectado, e ocorrerão 120 vitimas. As principais consequências do terramoto serão a Ruptura num dos depósitos de Gàs Propano, na unidade industrial da DIGAL, junto à Recta da Granja, Colapso de um piso da unidade fabril (Cerâmica Vale de Lobos) e explosão de um dos fornos, seguida de colapso de estruturas, e Colapso parcial do pavilhão gimnodesportivo da Escola EB1 da Cavaleira, no Algueirão.






















A cidade de Lisboa, será o ponto fulcral do maior numero de acontecimentos, durante os três dias dos trabalhos (21,22 e 23).
É óbvio, que são sempre bemvindos este tipo de simulacros, onde se pode testar a operacionalidade dos meios, e das entendidades envolvidas.
Mas penso que o que verdadeiramente me preocupa, é se num cenário de terramoto, todas as habitações cumprem as regras anti-sísmicas da construção.


















E será que urbanizações, como a Tapada das Mercês, onde abunda estacionamento desordenado, ruas de difícil acesso, em alguns casos com declives acentuados, onde a construção foi feita, em muitos casos, apenas com a ganância de ganhar dinheiro, não se tornará num grande dor de cabeça para as autoridades e equipas de salvamento, em caso, de um verdadeiro sismo?
Será que em caso de uma verdadeira catástrofe natural, algum projectista, urbanista ou construtor civil será condenado pelos os "crimes" que foram feitos naquela zona?
Sim, porque para mim, em caso de terramoto, cada vida que se perder, vai manchar de sangue as mãos de alguem, pois infelizmente não acredito na credibilidade (por muitas historias que já me contaram), da grande maioria de empresas contrutores, que se serviram da Linha de Sintra, para encher os cofres, na decada de 80 e de 90.

Uma coisa é certa, muito pouca gente consegue garantir que a casa onde reside, cumpre escrupulosamente todas as regras sismicas, e que estará segura, em caso de um verdadeiro abalo.

14/11/2008

Ermida de São Romão - Monumento ou apenas ruína?

"A Ermida de São Romão ergue-se sobre uma elevação, ou plataforma, artificial, no interior da qual se registam importantes vestígios arqueológicos romanos e pré-históricos.
No seu todo, trata-se, sem qualquer dúvida, do principal conjunto histórico-monumental da Freguesia de Algueirão - Mem Martins e, no seu género, de um dos mais significativos do Concelho de Sintra."

Todo o texto em:
"http://www.jfamm.pt/sitemega/view.asp?itemid=278&catid=153"

Ao ler este texto tive alguma curiosidade em conhecer este monumento tão valioso da Freguesia. Esta antiga Ermida encontra-se mesmo no limite da freguesia, numa zona que eu considero, que faz pouco sentido ainda pertencer a Algueirão - Mem Martins, devido ao afastamento do centro, e acima de tudo pela a barreira física que existe hoje, com o IC30.












Quando cheguei ao local, admito que fiquei chocado com o que vi. O texto no site da Junta de freguesia, classifica a Ermida, como um verdadeiro Monumento, com elevado valor histórico, mas o que encontrei foi isto:


Umas paredes velhas, abandonadas e rodeadas de entulho.


















Paredes destruídas e cheias de Grafittis...



















Aquela é uma janela do Século XVIII
, praticamente destruída



















Será que a aproximação do Betão vai engolir a História?



















Ao fundo, o que resta da Capela-Mor


















Com o Palácio da Pena de fundo, serve para se reflectir, que esta Ermida é muito mais antiga que o referido Palácio.


















E ficam várias duvidas no ar:
- Qual a posição da Câmara Municipal sobre este Monumento?
- E a Posição da Junta de Freguesia?
- Trata-se efectivamente um Monumento de interesse publico, ou apenas aguarda o avanço do betão para confirmar a sua total destruição.
- E a população tem conhecimento deste monumento?
- Existem projectos para recuperar a Ermida?


07/11/2008

Mem Martins - Silo Automóvel


Penso que se torna cada vez mais urgente, a construção de um estacionamento na zona da Estação de Mem Martins. À semelhança do que já acontece em alguma cidades Portuguesas, a construção de um silo, em altura, é a única possibilidade, devido à zona, altamente urbanizada. Ainda existem algumas zonas, muito poucas, onde se pode estudar soluções.
Eu mesmo já analisei algumas possibilidades, que certamente são zonas privadas, mas que a bem do espaço público poderiam ser comprados ou expropriados.
Por uma questão óbvias, não divulgo a minha opinião, acerca dos espaços.

Poderia ser um espaço com construção e exploração privada, com custo para o utilizador, mas que traria grandes vantagens, tais com:

- Reavivar o comércio nesta zona da vila;
- Facilitar e incentivar a utilização do comboio;
- Facilitar o acesso a serviços;
- Valorização do parque habitacional nesta zona;

- Aumentar o poder e a moral das autoridades, para multar estacionamento irregular;



Penso que seria uma solução bem mais vantajosa, do que a já falada instalação de parquímetros, que certamente, apenas ajudaria a afas
tar, ainda mais, as pessoas desta zona da localidade.

03/11/2008

Feira das Mercês - Pêras Pardas Cozidas















Ora aqui está um tema que eu já tinha abordado, e que já tinha avisado para a sua extinção num futuro próximo. Apenas dois vendedores, de Pêras Pardas Cozidas, e que segundo conversa que tiveram comigo, pouco conseguiram vender, pois a procura foi muito baixa.














Os preços variavam entre o 1,50€ e os 4,00€, consoante o tamanho da pêra.















E a pouca procura que tiveram, segundo a informação que me foi facultada, foi essencialmente por pessoas já com alguma idade, que o faziam como ritual.

Parece ainda ser um ritual, ir à Feira das Mercês e comprar as Pêras.

Estas tradições regionais deveriam ser explicadas nas escolas, de modo a não morrer, ou pelo menos, não deixar as novas gerações na ignorância destas referências locais.














Entretanto descobri a existência de um pequeno aglomerado rural, no Concelho de Mafra, perto de Cheleiros, que se chama "Pêras Pardas". Mais uma prova, que esta tradição tinha algum peso no passado saloio.

01/11/2008

Feira das Mercês - Última vendedora de Polvo Assado















Mais uma tradição que senti estar a perder-se...

Este ano, apenas estava presente na Feira das Mercês, uma única vendedora do já tradicional Polvo Assado...
Conversei com a senhora, na tentativa de perceber a origem desta tradição, e a resposta que obtive foi a seguinte:

- Olhe, não sei... Já a minha avó vinha todos anos vender, a minha mãe também, e eu segui-lhes os passos, mas de certeza vou ser a última. Aliás já sou a última vendedora de polvo da feira...

Em conversas com pessoas mais velhas, fui informado, que no passado, era fácil encontrar muita gente com o grelhador a vender estes tentáculos de polvo na brasa. No entanto, ninguém me sabe explicar a origem desta tradição.

Bem, eu paguei 1 € à senhora, e provei um pouco a tradição...